Pelos caminhos da Verdade

A luta pelo reconhecimento da memória deve ser uma ação continuada de aprofundar o conhecimento, sobretudo para incidência política em temáticas desafiadoras no atual contexto da América Latina. Muitas vezes relegadas e mesmo renegadas em nossas sociedades.

Nesse tempo em que parlamentares exaltam despudoradamente torturadores, em que setores da sociedade defendem intervenção militar no Estado de Direito e em que grupos propõem desprover o ensino escolar de sua inerente estruturação crítica, comprova-se a necessidade de se reviver continuamente elementos cruciais da nossa memória para construção de outra realidade.

A vinculação do Instituto de Estudos da Religião com questões relacionadas ao enfrentamento à Ditadura no país se confunde com sua própria trajetória, de 46 anos, marcada pela defesa vigorosa da democracia, pelo reconhecimento da diversidade e afirmação dos direitos humanos.

Atuando sempre pela garantia de acesso transparente às informações e participação social ativa no desenvolvimento da Comissão Nacional da Verdade (CNV), o ISER acredita que a justiça de transição é um processo fundamental para fortalecer, aprimorar e ampliar os pilares e valores democráticos. Com esse compromisso e com essa premissa foi realizado um monitoramento dos trabalhos da CNV desde sua criação, em novembro de 2011, até a conclusão de seu mandato, com a apresentação do Relatório Final em dezembro de 2014. Tendo se encerrado este ciclo, abriram-se caminhos para que informações e outras pesquisas se disseminem pelo país, trazendo luz às graves violações de direitos no período ditatorial civil-militar.

LEIA NA ÍNTEGRA