Atendimento a homens autores de violência doméstica

Em meados de 2008, por intermédio do então secretário municipal de Assistência Social e Prevenção da Violência da Prefeitura de Nova Iguaçu, Luiz Eduardo Soares, o Iser recebeu, ao mesmo tempo, um convite e um desafio: acolher e conduzir o Serviço de Educação e Responsabilização para Homens Autores de Violência Doméstica (SerH). Iniciativa pioneira daquele município com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, representada por Cristina Villanova, o SerH carecia de um novo lugar para dar prosseguimento e ampliar o seu trabalho. Embora uma ação com os homens tenha sido, naquele momento, uma novidade para o Iser, o SerH representava o reencontro com uma importante agenda já trabalhada por nós em anos anteriores: o enfrentamento à violência doméstica contra as mulheres.

Previstos em dois artigos da Lei Maria Penha (arts. 35 e 45), os serviços de responsabilização ou grupos de (re)educação para homens autores de violência doméstica contra a mulher têm se ampliado nos últimos anos. Como pode ser visto nesta publicação, isso não significa, por outro lado, a inexistência de conflitos ou mesmo de diversas dúvidas. Ainda restam muitas questões, desafios e análises a serem realizadas. Contudo, o intenso debate retratado pelo livro não nos deixa temerosos ou nos faz abrir mão destas ações, mas, ao contrário, reafirma a nossa aposta e a crença de que, serviços como SerH são práticas exitosas no enfrentamento à violência doméstica e na forte tendência ao encarceramento presente nos discursos, políticas e práticas de muitos operadores do Direito.

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