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O ISER.

O Instituto de Estudos da Religião, ISER, é uma organização da sociedade civil, de caráter laico, comprometida e dedicada à causa dos direitos humanos e da democracia. Surgida no contexto brasileiro dos anos 1970, objetiva promover estudos, pesquisas e também intervenção social a partir de eixos temáticos plurais da sociedade brasileira, como a defesa e a garantia de direitos, segurança pública, meio ambiente, diversidade religiosa, entre outros.

Em sua trajetória de mais de 40 anos, o ISER tem sido atento e sensível às demandas e tendências sociais fundamentais desse período na história do Brasil e, às vezes, no contexto internacional, enfrentando desafios de mudanças de cada tempo sem, no entanto, alterar a essência e perfil da instituição, identificados de forma contínua com seu caráter inovador, agregador, crítico e transformador.

Acompanhou o desenvolvimento de movimentos sociais voltados para luta dos direitos humanos, englobando uma série de temáticas específicas como o combate ao racismo, ao sexismo, a defesa dos direitos das mulheres, da população em situação de rua, da juventude, do meio-ambiente, entre outros. Alguns desses movimentos vieram a seguir seus próprios caminhos, consolidando-se como novas ONGs, fato que confirma o cumprimento de uma das missões primordiais do ISER: fortalecer a sociedade civil por meio da organização de demandas e interesses que garantam a diversidade e o amplo respeito ao direito de todos, especialmente de grupos mais estigmatizados.

Desde sua origem o ISER tem se constituído por um corpo de pesquisadores, cientistas e estudiosos que compartilham interesse e compromisso em desenvolver investigações diversas, especialmente na interface sociedade e religião. Como resultado destes esforços, vários materiais foram produzidos ao longo dos anos, com destaque para a série Cadernos do ISER, periódico que promovia o debate das abordagens teóricas da questão religiosa nas ciências sociais brasileiras. Na mesma linha, existe, ainda, a revista Comunicações do ISER, desde 1981, que divulga pesquisas e projetos realizados por estudiosos da instituição e outros pesquisadores associados.

A revista Religião e Sociedade, lançada em 1977, inaugurou uma nova etapa no que se refere às publicações do ISER. Sob o formato de revista científica, tornou-se referência teórica importante para pesquisadores e estudiosos das ciências sociais e da religião no Brasil e América Latina. Atualmente, além de livros, relatórios e outros documentos já produzidos, Comunicações do ISER e Religião e Sociedade são publicações regulares da instituição.

No segmento da comunicação o ISER viveu períodos de especialização na produção de filmes documentários, vídeos educacionais e programas de TV comunitários realizados pela então TV ZERO, que mais tarde se tornaria uma organização autônoma. Também teve grande atuação durante a ECO92, especialmente na organização da Grande Vigília pela Paz Mundial, que reuniu lideranças de diversos credos e ideologias, defendendo a relevância de um amplo debate sobre a questão ambiental. Participou ativamente da definição da AGENDA 21 como modelo de política pública internacional no que se refere à preservação ambiental. Mais recentemente, no contexto da Rio + 20, o ISER participou de diálogos tanto na conferência oficial como promovendo debates e reflexões na Cúpula dos Povos.

Hoje, as atividades desenvolvidas pelo ISER são orientadas, sobretudo, por temas como Religião e Espaço Público, Relações Sociais Sustentáveis e Violência, Segurança Publica e Gestão de Conflitos, e cruzamentos temáticos de natureza transversal, interdisciplinar, como gênero, juventude e mediação.  É a partir destes eixos temáticos que a instituição organiza suas linhas de atuação, definidas como atividades que, de maneira geral, visam à produção de conhecimento, ao desenvolvimento de projetos estratégicos e à avaliação e monitoramento de políticas públicas.

Afirmado pela qualidade de suas pesquisas, estudos e publicações, o ISER desenvolveu a habilidade de promover diálogo entre linguagens oriundas dos movimentos sociais, academia e políticas públicas, apostando na pluralidade e na convivência dialógica como mecanismos próprios à construção de cidadania inclusiva e solidariedade humana.

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