15 jun. 2009 | Número 7
 
EDITORIAL

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Equipe:

Editor - Emerson Giumbelli

Composição - Paola Lins e Marília Assad

iserianas

Publicação do ISER celebra os 15 anos do MIR

Para comemorar os 15 anos do Movimento Inter-Religioso do Rio de Janeiro - MIR, o ISER organizou uma publicação que conta com entrevistas, fotos e artigos de diferentes membros que representam as tradições religiosas e espirituais que compõem o Movimento. A revista será lançada em agosto, na Aldeia Sagrada - principal evento de celebração e confraternização do MIR.  

O MIR é, como vários dos depoimentos e artigos vão destacar ao longo da publicação, fruto desse processo de intensificação da incursão dos atores religiosos na constelação de redes e estratégias de enfrentamento da pobreza e da violência ou da luta pelos direitos de cidadania, sobretudo civis, sociais e ambientais. Não é por acaso que o "mito fundacional" do MIR começa na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida como ECO 92, mais especificamente no Fórum Global das ONGs, onde as diferentes religiões presentes no Fórum vão realizar a Vigília Inter-Religiosa pela Terra, com a presença do Dalai Lama e de Dom Hélder Câmara, entre outros.

Outro aspecto particular do vanguardismo do MIR, que a revista pretende destacar, relaciona-se com a presença de diferentes religiões num mesmo espaço de trocas; religiões que embora pouco representativas no campo religioso brasileiro são significativas do ponto de vista de sua presença no mundo contemporâneo e recobram o que o rabino inglês Jonathan Sacks chama de "dignidade da diferença".  Uma vez que são valorizadas e postas lado a lado, na mesma "aldeia sagrada", expressões religiosas já profundamente estabelecidas e numericamente e/ou culturalmente majoritárias no Brasil como as tradições cristãs e afro-espíritas, e tradições espirituais orientais ou neorientais só recentemente presentes em terras brasileiras como Ananda Marga (hindu), Zen Budismo ou Fé Bahá'í, estamos diante de uma outra forma de organizar a relação entre as religiões que subverte os modos normativos de estruturação do campo religioso referenciados no monopólio católico encompassador e, mais recentemente, no ecumenismo institucional das igrejas cristãs no continente.

O MIR agencia e abre espaço para a diversidade e multiplicidade de vozes, ritos, símbolos e variadas expressões de crer, de participar e de ser religioso no Brasil contemporâneo.  Ao fazê-lo, ele ressignifica nossa auto-imagem de país tolerante e aberto ao diferente, e redefine os contornos do pluralismo à brasileira alargando as fronteiras do "religioso" e construindo nossa versão da religião globalizada.

Este número de Comunicações do ISER, portanto, comporta muitos significados que estão impressos nos depoimentos e entrevistas de vários dos membros da primeira e da segunda geração do MIR. Ela é, portanto, menos uma preocupação em dar uma contribuição para o debate acadêmico sobre as relações entre religião e cidadania ou sobre as formas de comunicação e entendimento entre as religiões no Brasil contemporâneo, do que oportunizar aos que tem participado dessa experiência de celebrar esses 15 anos, recontando essa interessante trajetória que constrói o diálogo na base da abertura ao outro e à diversidade religiosa brasileira. A exceção são dois textos, de Edlaine Gomes e de Carlos Rodrigues Brandão, que nas suas análises põem em perspectiva as dinâmicas do campo religioso brasileiro, e ao fazê-lo, nos permite entrever o pano de fundo das transformações, dos jogos e deslocamentos nos significados de ser religioso no Brasil.

Texto: colaboração de Flávio Wiik e Flavio Conrado
Imagem: concedida pelo MIR


vitrine

Novas Formas de Crer - católicos, evangélicos e sem-religião nas cidades

Neste livro Silvia Fernandes analisa 434 entrevistas com católicos das Comunidades Eclesiais de Base - CEB e Renovação Carismática Católica - RCC, com evangélicos da Assembléia de Deus, e com indivíduos sem-religião, em seis regiões metropolitanas brasileiras. A autora, atualmente professora e pesquisadora da UFRRJ, atuou como coordenadora de pesquisas no CERIS e desenvolveu uma análise socioantropológica dos discursos dos entrevistados. Trata-se do primeiro estudo qualitativo sobre indivíduos sem-religião no país. O livro oferece mais uma contribuição para o conhecimento do cenário religioso e dirige-se aos leitores que refletem sobre a religião como fenômeno social no Brasil.

Fernandes, Sílvia Regina A. Novas Formas de Crer - católicos, evangélicos e sem-religião nas cidades. São Paulo:CERIS, 2009, 424 p.

O presente estudo nasceu como continuidade da pesquisa quantitativa que o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais - CERIS desenvolveu em seis regiões metropolitanas, publicada sob o título Desafios do catolicismo na cidade, pela editora Paulus no ano de 2002. Naquela ocasião chamávamos a atenção para a premência da realização de estudos qualitativos que visassem compreender como as tradições têm sido interpretadas, rejeitadas ou experimentadas pelos fiéis.

A pesquisa sobre as Novas Formas de Crer pretendeu, portanto, mapear as crenças e práticas religiosas em grupos cristãos: Igreja pentecostal Assembléia de Deus, Comunidades Eclesiais de Base - CEBs e Renovação Carismática Católica - RCC, além de indivíduos de que se autodenominam sem-religião nas pesquisas censitárias. O foco de análise recaiu nas crenças e práticas que apresentam maior fluidez ou inovações, quando comparadas com tradicionais ou oficiais no universo de cada grupo analisado. Nesse sentido, a pesquisa mapeou aproximações e afastamentos de práticas religiosas e conceitos do universo new-age para todos os grupos analisados. Em relação aos indivíduos que se autodenominam sem-religião buscou-se identificar se possuem alguma crença religiosa e como estas são por eles significadas, além da relação que estabelecem entre suas crenças e sua conduta social.

Destaque-se que o estudo primou pela compreensão dos modos como as crenças orientam a conduta dos indivíduos. Crença e pertença podem se apresentar como elementos desvinculados ou aparentemente contraditórios: crer não significa necessariamente pertencer. O vínculo institucional pode soar como absolutamente provisório, levando-se em conta que a maneira como o sujeito o define e/ou opta por mantê-lo dependerá, em muitos casos, da capacidade da instituição religiosa em atender às necessidades mais urgentes dos indivíduos.

A força e a fraqueza da religião se mostram nos inúmeros relatos registrados no livro para cada conjunto de indivíduos em suas diferentes pertenças ou não-pertenças; em seus diferentes modos de ser religioso ou arreligioso. Para os que constroem suas identidades a partir de referências institucionalizadas evidencia-se um terceiro e último elemento que se espera contribuir para ampliar os horizontes desse trabalho: a consideração da mudança como uma categoria de reinvenção do cotidiano ordinário. A mudança como memória e construção da história dos indivíduos que buscam a adesão ou a experiência religiosa.

À exceção dos sem-religião - que em sua maioria assumiam como identidade religiosa anterior o catolicismo -, os membros dos demais grupos analisados enaltecem as mudanças ocorridas em suas vidas a partir do momento em que escolheram o novo "território habitável"; abandonaram a vida anterior (o passado) e assumiram a vida plena de benesses oferecidas pela fé, pelo grupo de apoio que promove a validação mútua da crença e pela experiência sensível de presença divina. Os relatos sobre as mudanças ou as transformações, sobretudo individuais com eventuais e/ou conseqüentes efeitos na esfera coletiva, tendem a não enaltecer o passado e a não depositar os valores religiosos no conjunto de eventos que o performaram. Esses são transportados no tecer da nova vida cuja memória relembra o passado para exaltar o presente. O religioso pleno, transformado, que extraiu da religião a mudança total: "tudo mudou". A memória que narra põe em relevo o tempo de hoje quando se trata do universo simbólico-religioso. A religiosidade se compõe da memória ativa: a tradição no presente e a contingência sendo discernida, incorporada ou rejeitada a partir de critérios subjetivos de plausibilidade. As alternativas ao sistema religioso ou à religião oficial tanto podem ser bem vistas quanto rechaçadas. Uma ou outra conduta estará pautada uma vez mais na autonomia, na liberdade religiosa, pré-condição de todas as liberdades modernas.

O leitor perceberá que a relação entre indivíduo movido por interesses religiosos e a reinvenção do cotidiano ordinário propiciada pela religião constituem-se como importantes chaves de leitura desse trabalho que analisa fontes primárias extraídas de entrevistas em profundidade com indivíduos de seis regiões metropolitanas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.

A perspectiva do estudo é comparada e visa agregar novas interpretações para os três atuais principais segmentos presentes no campo religioso brasileiro: os católicos, os pentecostais e os sem-religião.

Texto: Silvia Regina Fernandes (fernandes.silv@gmail.com.br)
Imagem: livrarialoyola.com.br

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laboratório

Os Giros do Sagrado: um estudo etnográfico sobre as folias em Urucuia, MG

Tese de doutorado apresentada por Luzimar Paulo Pereira ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A tese procura abordar o papel das noções de sagrado e profano no interior de certos festejos religiosos do catolicismo popular brasileiro, enfatizando sua participação na constituição de amplos sistemas de trocas rituais. O foco das descrições e análises é dado pela realização das folias dedicadas aos mais diversos santos católicos na cidade norte-mineira de Urucuia. Como em outros lugares do país, o vocábulo folia também evoca neste município a realização de longas jornadas festivas, quando grupos de cantadores e instrumentistas visitam, durante um período de tempo determinado pelo calendário religioso, as casas, as fazendas, os cemitérios e as igrejas de um território previamente estabelecido. O trabalho é resultado do acompanhamento da produção e execução de 14 festejos deste tipo, dedicados aos mais variados santos católicos: Santa Luzia, São José, São Sebastião e Santos Reis Magos, entre novembro de 2007 e maio de 2008.

As jornadas são conhecidas como os giros das folias. Nelas, os grupos de músicos e personagens cerimoniais se deslocam para coletar, em nome de cada um dos santos aos quais os festejos são organizados e de seus principais patrocinadores (os imperadores), as oferendas necessárias e obrigatórias ao custeio de uma reza a ser realizada no dia dedicado à divindade homenageada. Em troca do que é recolhido - dinheiro, velas, fogos de artifício, sacas de arroz, feijão, animais de criação etc.-, eles distribuem bênçãos aos doadores, além de auxiliá-los no cumprimento de suas promessas e contribuir para que almoços, jantares e bailes sejam oferecidos em suas passagens. Os períodos dedicados à realização das folias são marcados por grandes alterações espaciais, comportamentais, emocionais, fisiológicas e pelos usos de certos objetos materiais; tudo para erigir simbolicamente uma delicada e progressiva separação em prol de uma época extraordinária. Como verdadeiras festas de calendário, os encontros com as divindades inauguram um período de fartura, de gente, de bens econômicos e da presença do sagrado, tendo importantes significados para as vidas individuais e coletivas de seus participantes.

A rigor, as folias urucuianas são dedicadas aos mais variados santos do panteão católico. Há as folias dos Santos Reis, as de São Sebastião, as de São José, de Bom Jesus da Lapa, de Nossa Senhora Aparecida e de Santa Luzia; só para citar as mais importantes. Todas elas se realizam em épocas precisas, de acordo com o calendário religioso que estabelece dias específicos para cada entidade: 06 de janeiro (Santos Reis), 20 de janeiro (São Sebastião), 19 de março (São José), 10 de agosto (Bom Jesus da Lapa), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida) e 13 de dezembro (Santa Luzia). Os festejos podem ser entendidos como os preparativos, as execuções e os resultados obtidos a partir da realização de grandes peregrinações religiosas (Turner & Turner, 1978). As jornadas dos foliões por um dado território urucuiano implicam, num primeiro momento, uma "saída" de um lugar familiar (a casa do seu patrocinador e organizador, o imperador), a "passagem" posterior por lugares distantes (as casas dos devotos de um dado território) e um "retorno", final, ao mundo familiar onde tudo começou (a casa do imperador). Ao modo dos rituais de passagem descritos e analisados por Van Gennep (1978), os festejos de folia possuiriam, então, três fases distintas e complementares, denominadas pelos seus próprios participantes, respectivamente, como a retirada (1), o giro (2) e a entrega da folia (3).

Minha tese é o resultado de um estudo etnográfico sobre as folias realizadas nas proximidades do distrito sede do município norte-mineiro de Urucuia, MG. O texto é dividido em três partes, articulando 8 capítulos que apresentam toda a sequência ritual dos festejos, do mundo cotidiano dos seus personagens até seu encerramento. Argumento que as jornadas comandadas pelos foliões parecem guardar semelhanças estruturais bastante evidentes com as procissões e as romarias, ao mesmo tempo em que parecem transcender as duas definições. Os foliões são considerados os viajantes, divulgadores das boas novas da religião católica, que saem pelos caminhos a visitar os devotos nas moradias que encontram no seu caminho. Eles são como romeiros - e eles próprios também se definem assim - em busca de um "centro imaginário" que irradia um poder "carismático" ao redor de um círculo traçado pelo movimento dos próprios viajantes. Por outro lado, a folia também se assemelharia a uma procissão, posto que, durante sua jornada, os cantadores e instrumentistas carregam à sua frente (como para guiá-los) a bandeira que retrata a imagem do santo ao qual ela é devotada. Nos festejos deste tipo são as pessoas sagradas (representadas nas bandeiras que os devotos empunham ao longo das caminhadas) que viajam, levando consigo seus fiéis, ao mesmo tempo em que atravessam ruas para se encontrarem com outros devotos em suas próprias moradias. Ao longo dos acontecimentos, os espaços públicos e privados se fundem, os comportamentos se modificam e os valores religiosos e cotidianos permanecem em constante tensão.

Como verdadeiros fatos sociais totais em movimento, os festejos produzem períodos de grande concentração verticalizada de pessoas e coisas a outros de extrema expansão horizontal (Mauss, 2004). A alternância entre os momentos de contração e expansão no interior dos festejos contribui para produzir novas sociabilidades e configurações. As folias, creio ter demonstrado, articulam, através das diversas voltas e movimentações do sagrado, complicados circuitos de reciprocidade, a erigidos através do incessante intercâmbio de serviços, regalias, alimentos e artefatos religiosos. Não se exclui deste sistema, inclusive, as rivalidades e os conflitos que, inseridos no seio da reciprocidade, também podem contribuir para a produção de hierarquias e distinções de toda ordem. Não se trata apenas de pensar os festejos como o reavivamento dos laços que unem os participantes a si mesmos e a determinados seres sobrenaturais. As folias são constituídas por estes laços, mas também são capazes de produzi-los, por meio de sua repetição contínua ao longo dos anos de sua realização. Além disso, durante sua realização, homens e mulheres, foliões, imperadores, moradores, entre todos os outros personagens cerimoniais, lutam por precedência, mérito e poder. As folias, tanto quanto podem instaurar um tempo de paz e fartura entre os homens, também são responsáveis por produzir e manter suas reputações diante de certos rivais.

Texto: Luzimar Paulo Pereira (mazinhodepaula@yahoo.com.br)
Imagem: Luzimar Paulo Pereira


religiosamente

Diálogo Talentos, Interconectividade e Cooperação reunirá jovens lideranças com a meta de criar pontes e promover crescimento conjunto

A Brahma Kumaris realizará o diálogo Talentos, Interconectividade e Cooperação, em parceria com ISER e Viva Rio. O evento, que será gratuito, ocorrerá no sábado, 20 de junho, das 15h às 19h, espera reunir 80 jovens lideranças de diversas áreas, num diálogo conduzido por Gopi Patel, Coordenadora do Fórum Internacional de Jovens da Brahma Kumaris.

O objetivo é reunir jovens lideranças de diversas áreas para promover uma troca de conhecimentos, experiências e boas práticas que possam enriquecer os trabalhos das instituições representadas. Desse modo, espera-se criar pontes entre os diferentes trabalhos, conectando os talentos e necessidades de uns com as necessidades e talentos dos outros.

Jovens ativistas sociais, religiosos, empreendedores, artistas, estudantes, profissionais, todos são convidados para dialogar e criar, juntos, um movimento de maior cooperação entre os participantes, em sua atuação no processo de construção de um mundo melhor.

Para conduzir o diálogo, está vindo pela primeira vez ao Brasil Gopi Patel, Coordenadora do Fórum Internacional de Jovens da Brahma Kumaris, rede que congrega 8.000 pessoas entre 16 e 30 anos, em 49 países. Luciana Ferraz, Coordenadora Nacional da Brahma Kumaris, fará a tradução.

Essencialmente multicultural, Patel nasceu no Quênia, numa família indiana, e desde 1990 reside na Inglaterra. É a pioneira de um movimento global que tem sido facilitador do crescimento moral e espiritual de jovens adultos ao redor do mundo. Seu roteiro pelo país inclui, também, São Paulo e Belo Horizonte. Na América do Sul, ela ainda realizará eventos na Argentina e Chile.

O diálogo utilizará a metodologia conhecida como Appreciative Inquiry (Investigação Apreciativa), que envolve a arte e a prática de fazer perguntas que facilitam o desenvolvimento de uma percepção positiva das pessoas e/ou organizações frente aos obstáculos que enfrentam em seu cotidiano. Criada pelo consultor estadunidense David Cooperrider, esta metodologia tem sido aplicada extensivamente para promover mudanças positivas em instituições das mais diversas áreas de atuação humana ao redor do mundo.

Realização: Brahma Kumaris, em parceria com o ISER / Viva Rio
Local: Rua do Russel, 76, Glória, Rio de Janeiro.
Para participar, é necessário solicitar a ficha de inscrição pelo e-mail tijuca@br.bkwsu.org ou preenchê-la no blogspot do diálogo: http://interconectividade2009.blogspot.com

Mais informações sobre o diálogo podem ser obtidas com Augusto Zimbres, Coordenador Nacional de Jovens da Organização Brahma Kumaris, pelo e-mail tijuca@br.bkwsu.org ou pelos telefones: 2568-5972 / 8869-3542 

Texto: Augusto Zimbres
Imagem: folder de divulgação do evento

 

 


divulgue-se

COLÓQUIO INTERNACIONAL
Miradas francesas sobre a umbanda e o candomblé: arte, ciência e religião /
Regards français sur l'umbanda et le candomblé: art, science et religion
                                               
Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA-IFCS/UFRJ)
Coordenação: Marion Aubrée (CRBC-EHESS) e Fernanda Peixoto (FFLCH-USP)

Programação
 
9:30 hs às 12:30 hs - Mesa I
Coordenação: Marion Aubrée (CRBC/EHESS)
Expositores :
Márcio Goldman (Antropologia - Museu Nacional/ UFRJ).
Roger Bastide e as transformações das religiões de matriz africana no Brasil
Fernanda Peixoto (Antropologia - USP) 
Barroco e candomblé: dois ângulos e uma perspectiva
Jerôme Souty (Antropologia  - EHESS/ UERJ) 
Escrita imagética e experiência iniciática: trajetos científicos de Pierre Verger
Gisèle Cossard (Dr. antropologia - Paris-Sorbonne/líder religiosa)
Um percurso da ciência à religião
 
14:30 hs às 18:00 hs - Mesa II
Coordenação: Fernanda Peixoto (Antropologia - USP)
Expositores :
Marco Antonio Gonçalves (Antropologia - IFCS/UFRJ)
Possessão, ritual e cinema: Jean Rouch e a construção do conhecimento através das imagens
Emerson Giumbelli (Antropologia - IFCS/UFRJ) 
Macumba surrealista: Benjamin Péret e seu relato dos anos 30
Marión Aubrée (Antropologia  - CRBC/CEIFR - EHESS)
Os cientistas franceses e o seu interesse pelo candomblé
Nadine Wanono (Cinema etnológico - CEMAF/CNRS)
O cruzamento de fronteiras na obra de Jean Rouch

Data: 17 de junho de 2009
Local: Largo de São Francisco, n. 1. Centro, Rio de Janeiro, RJ, sala 10

 

II SEMINÁRIO TEMÁTICO - Ano 2009

"RELIGIÕES CONTEMPORÂNEAS:
LUGARES TEORICOS, CONTEXTOS ETNOGRÁFICOS E COMPARAÇÕES TENTATIVAS"

Departamento de Antropologia Social e Universidad de Sevilla

Tema 1 - 22 de junho de 2009 (2a feira) - 9:30 a 12:30 h Sala 08

Religión  y creencia. Trampas, atajos y rodeos en la comprensión antropológica  de las religiones

Texto de referência: La razón hechizada. Teorías antropológicas de  la religión, Ed. Ariel, Barcelona, 2009 -2ª edición

Tema 2 - 22 de junho de 2009 (2a feira) - 14:30 a 17:30 h Sala 08

Protestantismos globales, estrategias locales: Política y religión  en Guatemala y Chiapas

Texto de referência: Bautizados en fuego. Protestantes, discursos de  conversión y política en Guatemala, Plumsock Mesoamerican Studies,  USA y  Cirma, Guatemala, 1998

Tema 3 - 23 de junho de 2009 (3a feira) - 10:00 a 13:00 h Sala 101

Religión, usos etnopolíticos y construcción de la pertenecia:  Gitanos pentecostales en el sur de España

Texto de referência: Gitanos pentecostales. Una mirada antropológica  a la Iglesia Filadelfia en Andalucía, Ed. Signatura, Sevilla, 2004.

Local: FFLCH, Prédio da Filosofia e Ciências Sociais, sala 8 e sala 101

Inscrições (para certificado): Secretaria do PPGS: sociousp@usp.br

Organizador: Prof. Dr. Lísias Negrão


 

Para informações, sugestões e opiniões, favor contatar: plural@iser.org.br
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