17 nov. 2008 | Número 1
 
EDITORIAL

Plural é o informativo da área de Religião e Sociedade do ISER. O ISER sempre pretendeu desempenhar um papel ativo nos debates sobre religião. Para isso, apresenta-se como um articulador de iniciativas que se realizam em universos distintos e com perspectivas próprias. Acreditamos que essas distinções e diferenças enriquecem os debates e que a missão do ISER é exatamente contribuir para que compartilhem de um espaço comum. As iniciativas de pesquisadores universitários, de produtores culturais e dos próprios religiosos - todas podem ser vistas como componentes e protagonistas dos debates sobre religião.
Plural aposta no impacto que pode ter a disseminação de informações. No passado, editado também pelo ISER, por iniciativa de Regina Novaes, já teve outros formatos e distribuição impressa. Desta vez, é um informativo eletrônico, com edições quinzenais, enviado para os endereços cadastrados e disponível no sítio do ISER. Compõe-se das seguintes seções:

. iserianas - notícias e sínteses sobre pesquisas e eventos, em curso ou já concluídos, que envolvem o tema da religião em projetos do ISER.
. vitrine - notícias e divulgação do lançamento de livros, filmes, exposições e outras produções culturais que envolvam o tema da religião.
. laboratório - notícias e divulgação de pesquisas, em andamento ou recentemente concluídas, que envolvam o tema da religião.
. religiosamente - notícias e destaques sobre iniciativas que impliquem em diálogos inter-religiosos e/ou que se caracterizem como intervenções sociais significativas por parte de agentes religiosos.
. divulgue-se - notícias e divulgação de eventos e debates que ocorreram ou vão ocorrer sobre o tema da religião.

Sempre que possível, o conteúdo sobre cada notícia será apresentado em duas partes: um texto de poucas linhas que acompanha o título da notícia; e a matéria propriamente dita, composta por um texto mais detalhado, um arquivo sonoro que registra entrevista, arquivos com conteúdo audiovisual, links para sítios de interesse, etc.

Para receber Plural, cadastre seu e-mail (http://www.iser.org.br/cadastro.php). Se deseja fazer uma sugestão de publicação, envie-a para plural@iser.org.br.

Equipe:
Editor - Emerson Giumbelli
Composição - Paola Lins

iserianas

O principal objetivo do projeto "Mapeamento do ensino religioso no Brasil: definições normativas e conteúdos curriculares" é construir um quadro amplo da implementação da disciplina em 12 estados brasileiros. Os estados foram pesquisados a partir de três pólos (Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belém), que funcionaram de base para a realização de visitas para coleta de dados.
Um quadro com informações básicas já está disponível em http://www.iser.org.br/exibe_noticias.php?mat_id=129

Saiba mais sobre outros projetos
Ação Educativa realizou evento para apresentação de resultados de pesquisa. http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=1320&Itemid=2

Universidade Federal de Santa Catarina promoveu evento voltado para professores de ensino religioso no qual são discutidos resultados de pesquisas http://www.nigs.ufsc.br/ensinoreligioso
"Fazendo Gênero", evento que na sua programação discutiu ensino religioso em Simpósio Temático
http://www.fazendogenero8.ufsc.br/st40.html

"Democracia, Estado laico e direitos humanos", evento que discutirá os resultados dos projetos de pesquisa
http://www.ccr.org.br/uploads/noticias/2seminario_prog.pdf


vitrine

PLURAL: Os textos que compõem o livro foram produzidos em momentos distintos. O que eles refletem sobre sua trajetória intelectual e pessoal?
Marcelo Camurça: Estes textos espelham minhas preocupações enquanto antropólogo e cientista social inserido dentro de uma área acadêmica pluridisciplinar - as Ciências da Religião - em convívio com teólogos, filósofos, psicólogos que têm em comum o interesse no tema da religião. De um lado, este convívio me permitiu relativizar dimensões consagradas na minha própria disciplina, como por exemplo, qual estatuto de uma "antropologia da religião" dentro do campo antropológico? Penso que, ao contrário das outras disciplinas das Ciências da Religião em que a "religião" adquire um conteúdo substantivo, no caso da antropologia (da religião), a "religião" funciona menos como uma realidade dada, sobre a qual a teoria antropológica busca estabelecer um conhecimento, e mais como um "campo", construído artificialmente para abrigar de forma plural diversos autores e teorias que trataram de sistemas simbólicos, representações míticas e práticas rituais através dos quais o enigmático contido na lógica do "outro" passa a ganhar inteligibilidade. Parece que assim sendo, ficamos enredados num dilema que também tem atingido nossos colegas antropólogos urbanos sobre fazer "uma antropologia da cidade" e/ou "antropologia na cidade". Transpondo essa problemática para nosso caso, estaríamos em torno de uma "antropologia da religião" se considerássemos "religião" como um fenômeno a ser compreendido como realidade intrínseca, e/ou de uma "antropologia na religião" quando consideramos "religião" como um locus para se pensar através dele. Penso numa solução de compromisso - à maneira do ensaio de Geertz "O beliscão do destino: a religião como experiência, sentido, identidade e poder" (2001) - chegar a uma "antropologia da e na religião" que leve em conta o específico da "religião", ou seja, o sentido simbólico que irrompe do "sagrado" e da "experiência religiosa", mas que só pode se dar a conhecer através da mediação social, cultural e histórica, assim como da pesquisa científica, única forma de construir teoricamente este e/ou qualquer objeto do conhecimento.
De outro lado, este convívio também me fez enxergar determinadas limitações contidas numa visão naturalizada das Ciências da Religião, ao aplicar sobre ela um "olhar antropológico": a idéia de uma Ciência da Religião assentada numa "história comparada das religiões" de base filológica parece hoje estar confrontada por tendências contemporâneas da "alta modernidade", que diluem essa visão consagrada de tradições religiosas bem delimitadas por seus corpus doutrinários e locus de proveniência, onde cada religião se definia por uma identidade bem demarcada que correspondia a um território e a uma etnia. Hoje, parece-me que a idéia de religiões universais em oposição a religiões locais, ou a distinção entre religiões ocidentais (do tronco judaico-cristão), religiões orientais e religiões animistas (africanas) fica relativizada pelo movimento de globalização, que enseja contatos, reapropriações, empréstimos mútuos, hibridismos, "orientalizações do ocidente", "cocacolizações do oriente" etc., acrescido da tendência des-tradicionalizante centrada no indivíduo (pós) moderno que se utiliza das instituições e tradições religiosas no chamado "mercado de bens religiosos".

PLURAL: Quais as principais questões abordadas no livro sobre a relação entre ciências sociais e ciências da religião?
Marcelo Camurça: Num primeiro plano os ensaios que figuram no livro chamam atenção para o debate acerca do perfil teórico-metodológico que deve definir esta área acadêmica, as Ciências da Religião em processo de consolidação: se campo de estudos (inter) disciplinar ou disciplina unitária? Se Ciências ou Ciência? Se interpreta a religião como um fenômeno de "originalidade irredutível" ou como derivação de outras instâncias da realidade como: a sociedade, a psique, a cultura? Como perspectiva para uma resolução destes impasses, a posição expressa no livro se encaminha na direção de uma articulação entre objetificação e essencialismo no que se refere à abordagem do fenômeno religioso. Busca-se uma composição, que não exclua a tensão entre determinismo e significação/sentido no tratamento da religião.
Num segundo plano, os ensaios chamam atenção para a presença significativa das Ciências Sociais nos estudos sobre a religião no Brasil, numa trajetória que se inicia com autores hoje canônicos como Roger Bastide e Cândido Procópio Camargo, firmando uma tradição que tem exercido um profundo impacto na área das Ciências da Religião. Neste particular, há que se registrar o estranhamento e incômodo destas prestigiosas Ciências (Sociais) face ao recurso das iniciantes Ciências da Religião (no Brasil) de utilizarem suas teorias e métodos para comporem um campo de saber próprio. Acrescido a isto, observa-se uma desconfiança por parte das Ciências Sociais frente à eleição do objeto religião como merecedor de uma "Ciência" inteiramente dedicada a ele. Diante deste quadro, várias questões são suscitadas, como: quais são as instâncias de validação para o conhecimento produzido pelas Ciências da Religião quando utilizam a teoria das Ciências Sociais? Os fóruns científicos da Sociologia e Antropologia ou os das Ciências da Religião? Qual a vantagem de fazer cursos de Ciências da Religião diante daqueles de Ciências Sociais onde se pode pesquisar o tema da religião? Qual a identidade dos formandos destes cursos, se cientistas sociais ou cientistas da religião? Também neste ponto, as reflexões encaminhadas no livro defendem a articulação e a inter-conexão das "Ciências Sociais da Religião" com o campo das Ciências Sociais. Ou seja, que as Ciências Sociais praticadas no âmbito das Ciências da Religião busquem estar sintonizadas com as teorias e pesquisas "de ponta" desenvolvida no campo das Ciências Sociais; assim como busquem funcionar como um laboratório avançado e especializado de experimentações no tema da religião que possa aportar às Ciências Sociais novas perspectivas teórico-metodológicas.

PLURAL: Como o diálogo entre ciências sociais e ciências da religião pode contribuir para futuras pesquisas e debates sobre o tema da religião?
Marcelo Camurça: Este diálogo pode ajudar a superar a clivagem entre uma posição fenomenológica que vê a religião sob uma perspectiva essencialista enquanto uma dimensão irredutível, e uma outra sociológica que a vê sob uma perspectiva reducionista, enquanto mero epifenômeno de outras realidades - como o social, a política, a cultura - que a determinam. Podemos a partir de uma visão antropológica compreensiva nos afinizar também com a Teologia e a Fenomenologia, defendendo junto com elas uma hermenêutica compreensiva da religião, ou seja, capta-la "desde dentro", "em seus próprios termos", mas também nos distinguindo delas, quando consideramos que a alteridade da religião, passível de decifração, não a faz distinta de outras alteridades tão enigmáticas quanto a sua, (como a arte, a estética, a sexualidade, o gênero e as ideologias) que também devem ser objeto da mesma postura compreensiva de abordagem. Devemos ver a alteridade do que chamamos religião em um parentesco profundo com o que chamamos de simbólico, imaginário, mito, rito, arte e estética. Todos passíveis de igual interpretação dentro do campo hermenêutico.
O diálogo deve permitir como perspectiva, para o perfil acadêmico das Ciências da Religião, que sua meta de excelência deva buscar equivalência com as teorias mais inovadoras das Ciências Sociais. E que as Ciências da Religião, como parte integrante das Ciências Humanas e Sociais, teria como diferencial, a seu favor, o fato de poder oferecer um foco especial e uma alta concentração de saberes das Ciências Humanas e Sociais quando o tema for religião.

Referências Bibliográficas
Geertz, Clifford. Nova Luz sobre a antropologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.


laboratório

A "festa do padroeiro" da Paróquia de Quintino Bocaiúva ocorre durante cinco dias de comemoração, mas é na noite do dia vinte e dois e ao longo de toda madrugada e todo o dia vinte e três de abril que acontecem as atividades mais características dessa festa. São elas: a "alvorada festiva", que consiste num conjunto de atividades realizadas durante a madruga até a celebração da "Missa da Alvorada", às 05:00h do vinte e três de abril; a "Missa da Alvorada", uma missa muito especial nesse contexto, pois além de ser a primeira do dia em homenagem a São Jorge, na qual é possível ouvir o "Toque da Alvorada", nela também pode-se observar o sacrifício dos fiéis para conseguirem efetivar o cumprimento de suas promessas - que demanda que eles passem a noite em claro em frente às escadarias da igreja para conseguirem assistir à celebração. Após esta Missa, celebram-se muitas outras, de duas em duas horas, e às 16:00h ocorre a tradicional procissão de São Jorge, que percorre as ruas do bairro próximas às imediações da igreja.
Por ser um momento de intensa articulação social, que atrai um grande número de pessoas "estranhas à localidade", na "festa do padroeiro" da Paróquia de Quintino Bocaiúva é possível observar que os paroquianos - ou seja, pessoas que participam ativamente das pastorais e movimentos sociais da igreja - erigem uma série de classificações que os distinguem tanto daqueles que são moradores do bairro e não participam das atividades paroquiais, quanto daqueles que não são moradores, nem participam com assiduidade das atividades da Paróquia. Essas classificações repercutem no modo como eles se apropriam dos espaços da festa de São Jorge; para os paroquianos, portanto, tais espaços são plenos de significados, constituindo-se enquanto esferas classificáveis e hierarquizáveis.
Ademais, houve um tipo de interação que chamou minha atenção nesse contexto festivo: foram as relações estabelecidas entre católicos e povo-de-santo. Ao refletir sobre dois episódios que ocorreram dentro do templo de São Jorge - o primeiro, a incorporação de um jovem; e o segundo, a distinção estabelecida pelo pároco entre as saudações "Viva São Jorge!" e "Salve Jorge", sendo o "Viva" considerada a saudação "oficial" -, observei que, nesse contexto, o pároco e os paroquianos optam por evitar o diálogo com as tradições religiosas afro-brasileiras ou, quando não, dão mostras de um possível conflito com as mesmas. Para tanto, inspirei minha análise nas considerações do antropólogo Victor Turner em Schism and Continuity in an African society, 1957.
Um outro dado interessante da pesquisa foi a observação de que São Jorge é celebrado também mensalmente - todos os dias vinte e três, às 19:00h - nessa Paróquia. Refletindo sobre as atividades realizadas no âmbito dessas celebrações mensais, considerei que nelas é possível observar um processo de diferenciação em que não só os paroquianos se distinguem dos devotos, mas também que acontece a diferenciação dos devotos entre si. É por meio do uso de camisetas com cores e inscrições diferenciadas e da escolha de locais específicos para assistirem às celebrações, que os devotos de São Jorge assinalam que não conformam um grupo homogêneo.
Já ao refletir sobre os atributos deste santo que são possíveis de observar nas celebrações, pude compreender que São Jorge não é um, mas muitos. Isto é, por meio da análise do que os paroquianos e devotos dizem a respeito do santo, conjugada com a interpretação de como ele é manipulado nesses momentos rituais, foi possível recuperar seu caráter multívoco e polissêmico, tendo por base as proposições de Victor Turner em Floresta de Símbolos. Aspectos do ritual Ndembu, 2005. Assim, pude assinalar que o santo se manifesta em forma de imagem, oração e canções, e que, ao longo das missas, exalta-se o São Jorge "glorioso", "bondoso", "lutador", "protetor", "praça da cavalaria", "mártir" e que "fecha corpos". A possibilidade de todos coexistirem nas celebrações de modo não conflitivo se dá mediante o processo ritual que apazigua as tensões entre eles.
Por fim, considerando que o "fechamento de corpo" operado ao final das missas mensais conduz para um universo de práticas e representações que remete ao contexto do cotidiano, analisei as narrativas de milagres e graças concedidas por alguns devotos com quem tive contato, com o objetivo de acessar o léxico que dá sentido à relação simbiótica que é mantida entre eles e o santo de devoção. Para tanto, recorri às considerações formuladas por Renata Menezes em "Por uma Antropologia da Devoção", 2006.
Ao realizar esta análise, pude considerar que cada devoto possui um vocabulário próprio que conforma suas relações com São Jorge: uns bebem cerveja, outros bebem "beja", ou não bebem nada; uns fazem churrasco, outros feijoada; uns soltam fogos, outros acendem velas, compram fitinhas e assistem às missas; uns portam medalhas, outros guias, etc. Contudo, esse léxico que dá sentido às relações e atuações do santo em suas vidas, também se expande ao ser apropriado e manuseado por eles.
Desse modo, as assertivas que esbocei tendo por base a pesquisa na Paróquia de São Jorge não são conclusivas, pois, mais que encerrar o assunto, elas apontam novos caminhos a seguir, multiplicando os mundos de São Jorge a serem pesquisados: existem outras tradições religiosas, outras festas, outros grupos e muitos mais devotos que celebram e se colocam sob a guarda deste santo, sendo Quintino Bocaiúva apenas uma constelação nesse universo de heterogêneos.

Referências Bibliográficas
MENEZES, Renata. Por uma Antropologia da Devoção: Uma análise de processos de construção social da santidade. Projeto de pesquisa CNPq (mimeo), 2006.
TURNER, Victor. Schism and Continuity in an African society. Manchester: Manchester University Press, 1957.
_________. Floresta de Símbolos. Aspectos do ritual Ndembu. Rio de Janeiro: EdUFF, 2005.

Texto preparado pela autora da dissertação.
Contato Bianca Arruda: biartistic@gmail.com

Fotografia: Bianca Arruda


religiosamente

"Esse Museu único explora a importância da religião na vida das pessoas ao redor do mundo e através do tempo. A edificação, situada no espaço do Castelo Medieval do Bispo, foi inaugurada em abril de 1993.
A intenção do museu é promover compreensão e respeito entre pessoas de diferentes crenças, e também entre aquelas que não possuem crenças. Exposições ocupam os três andares e estão divididas em quatro áreas: a Galeria de Arte Religiosa, a Galeria da Vida Religiosa, a Galeria Escocesa e o espaço para exibições temporárias.
Na Galeria de Arte Religiosa, pode-se refletir sobre a impressionante figura do deus Hindu Shiva, Senhor da Dança. A galeria é iluminada com abundância de cores por belos vitrais com representações de santos e profetas cristãos.
A Galeria da Vida Religiosa explora as seis principais religiões do mundo: Budismo, Cristianismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo e Sikhismo. Nessa galeria, pode-se ouvir pessoas de todas as religiões falando sobre suas crenças.
A Galeria Escocesa apresenta a história fascinante de como a religião moldou a cultura e as crenças das pessoas no Ocidente da Escócia dos tempos mais remotos até o presente. Pode-se admirar o belo Painel "Compartilhando Crenças", celebrando a multi-religiosidade da cidade de Glasgow hoje. Ao lado do museu pode-se contemplar no primeiro jardim Zen permanente na Grã-Bretanha uma obra prima da simplicidade, simbolizando a harmonia entre pessoas e natureza."

Texto baseado na apresentação online do Museu. Saiba mais em
http://www.glasgowmuseums.com/venue/index.cfm?venueid=13

Com a colaboração de Janayna Alencar Lui.


divulgue-se

III Simpósio Internacional sobre Religiosidades, Diálogos Culturais e Hibridações - 21 a 24 de abril de 2009
Estão abertas as inscrições para a participação no III Simpósio Internacional sobre Religiosidades, Diálogos Culturais e Hibridações que ocorrerá de 21 a 24 de abril de 2009 na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). O evento congregará diversas conferências, grupos de trabalho, simpósios temáticos e apresentações culturais objetivando ampliar o debate dos estudos interdisciplinares sobre religiosidades, diálogos culturais e hibridações, principalmente a partir das seguintes temáticas: violência, confrontos étnicos, disputas de campos simbólicos, diásporas, globalização e multiplicidades identitárias.
Para maiores informações sobre o evento, consultar: http://www.simposioreligioes.ufms.br/main.php?lang=br# 

Ciclo de Debates “Democracia, Estado laico e direitos humanos” -  2, 3 e 4 de dezembro de 2008
A Comissão de Cidadania e Reprodução e a Red Iberoamericana por las Liberdades Laicas convidam para o evento que ocorrerá no Centro Universitário Maria Antônia, na cidade de São Paulo (SP). O evento discutirá a introdução do ensino religioso na rede de escolas públicas do Brasil, entre outros temas relacionados a diversas políticas públicas no campo dos direitos humanos, da educação e da saúde reprodutiva.
Para maiores informações, visitar
 http://www.ccr.org.br/uploads/noticias/2seminario_prog.pdf


 

Para informações, sugestões e opiniões, favor contatar: plural@iser.org.br
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